Cinco Coisas Que Eu Aprendi no Brasil

Os últimos meses nos Estados Unidos permitiram-me a refletir sobre meu tempo no Brasil. Quando eu falo com meus amigos aqui sobre meus experiências na cidade maravilhosa, as reações deles variam de “Que legal!” até “Uhn, não parece que você o gosta muito.”

Na verdade, as vezes eu zoo com o Brasil assim como os New Yorkers zoam com Nova Jersey, mas com carinho. Tem muitas coisas que eu não entendo, mas ao invés de dizer “nunca mais!” eu prefiro voltar para aprender mais. O Brasil também me zoa, de uma forma que me deixa maluca, mas num modo que me ensina também. Brasil é o meu professor que me mostra meus fracassos. Pode dizer que eu quero entender o Brasil para poder me entender melhor.

Então, essas são cincos coisas que o Brasil me ensinou.

1. O tempo é flexível.

Trabalhei em casa há seis anos. Apesar disso, continuo trabalhando os mesmos horários cada dia. Horários típicos. Os mesmos horários que eu trabalhava no escritório.

Aos fazer minha aplicação para o visto permanente e, basicamente, fazendo qualquer coisa no Brasil, eu aprendi a valorizar meu tempo de um modo diferente. No Brasil, uma tarefa pode levar cinco minutos ou cinco horas, um fato muito difícil para nós que amamos planejar. Sou uma pessoa que prospera em fazendo listas e organizando tudo, então isso foi muito difícil para mim.

Depois de alguns disputas com o Gustavo, ele me lembrava cada dia que o tempo não é uma coisa que pode ser controlada. Em vez, quando uma pessoa está atrasada, é uma oportunidade de alegar seu tempo de novo. Ao invés de perder tempo, é um momento inesperado em que você pode ler, completar uma tarefa no trabalho, o realizar uma tarefa.

Para mim, é ainda fico chateada 95% do tempo, mas aprecio esse modo de ver o tempo como um presente. Quando algo não vai de acordo com seu plano, adapte-se, não tente controlá-lo.

2. O bate-papo é importante.

Eu não gosto de falar abobrinha. Nunca sei sobre o que falar e me parece sempre tão chato. Depois de alguns minutos, eu fico quieto, minha mente fica em branca, e não consigo dizer nada. Quando alguém me pergunta “Porque você fica quieta?” quero dizer “Porque não tenho nenhum idea sobre o que falar com você e estou buscando um tópico aceitável.

Nos Estados Unidos, é facil safar-se disso. As pessoas que não gostam de bater-papo podem, normalmente, responder com um pequeno sorriso que significa “Me deixe sozinho, por favor.” No Brasil, também quando está obvio que eu estou perdida na conversa, as pessoas não param de falar. Isso me assusta!

Mas o bate-papo é um modo de conhecer as pessoas. Estou freqüentemente espantada como os brasileiros são muito amigáveis e, ao mesmo tempo, muito desconfiados. É possível conversar uma hora sobra suas famílias com alguém, mas isso não significa nada. Só depois de conhecer a pessoa bastante bem, em compartilhando segredos o experiências, pode chamar essa pessoa um amigo. E quando ele ou ela se torna ser um amigo, é provavelmente que vai ser um amigo por muito tempo.

Porque eu me esforço com o bate-papo, tem sido difícil fazer amizades mais substanciais. Como pode saber se vale a pena me conhecer se eu não ofereço a versão mais abreviada, mais acessível de mim? Ao mesmo tempo que meu português melhora, me vejo com uma pessoa diferente. Uma pessoa que faz perguntas só para saber, só para continuar a conversa.

3. Gratidão.

Na semana passada, eu fiz uma palestra pequena sobre o Brasil e como é a vida no modo difícil. Nos Estados Unidos, ao contrário, a vida é no modo fácil. É o melhor metáfora que eu achei para descrever porque eu me sinto tão chateada (quase sempre) no Brasil.

Como uma Estadunidense, tenho expectativas sobre como funciona as coisas na vida. Existem regras, requerimentos, horários, e serviços que você precisa observar. Se você seguir as regras, pagar os impostos, fornecer os documentos, você vai conseguir. É um processo linear.

No Brasil, o proceso é conversacional e circular. Você acha alguma informação, fala com alguém, tira mais informação. Fornece os documentos, tem documentos do que você não precisa e documentos do que você está em falta. Fala com uma outra pessoa. Paga alguns impostos mais. Tira mais informação. E, no fim, tudo funciona — talvez porque você consegui a tirar tudo, o porque alguém ajudou você, o, simplesmente, você achou um modo diferente.

Isso leva muito tempo!

No cartório e na Policia Federal, eu fui a única pessoa reclamando sobre como o processo foi duplicado, já fiz tudo. No mercado, eu achava um metade do que eu precisava, fui ao outro mercado para achar o resto (e, as vezes, a um mercado mais, se fosse uma semana especialmente difícil). Ao banco, com os boletos na mão, me perguntava porque não poderia usar o PayPal e não sabia que quantas pessoas iam ao banco.

A mudança da modo fácil para modo difícil é um choque. A mudança da modo difícil ao modo fácil é magico. Eu não sabia a quantidade de gratidão que eu tenho para Amazon Prime e Shop Rite e também o Departamento do Transporte (DMV) até eu voltei da Brasil. A vida nos Estados Unidos é muito boa.

4. Se no início você não tiver sucesso, tente até você consiga. 

Relacionado aos processos circulares/não lineares no Brasil, eu percebi um uma mudança no eu mesmo. Não tenho medo de trabalhar duro, mas eu sempre pensei que se, depois de tentar duas, três, quatro vezes, você não consiga a fazer alguma coisa, é melhor parar. Não é predestinado.

Quanto mais eu observava o Gustavo navegar o Brasil, quanto mais que eu realizei que, se tudo não vai ao plano, não é porque não é predestinado ou você errou. Não. Ao invés isso significa somente que você precisa mudar seu método.

Essa filosofia infiltrou outras partes da minha vida. No trabalho, se alguma coisa não funciona, não me martirizo. Ao invés, agora, eu tento de novo. Falo com uma outra pessoa. Recomeço com um novo método. “Não” não significa pra sempre. Só significa “nesse momento, não.”

5. Você determina se você se adapta. 

As vezes, é difícil saber aonde você pertence. Como uma criança, nunca gostei do lugar onde eu cresci. O sul de Nova Jersey é pequeno, chato, e muito suburbano. Mas, como uma adulta, ainda eu não gosto de onde eu moro — então o tema comum aqui sou eu.

Como estrangeira num país com muito menos imigrantes do que os Estados Unidos, me esforcei. Reconheço as diferenças culturais como, isso mesmo, diferenças. Mas enquanto o modo em qual eu me relaciono com outras pessoas, seja um caixa no mercado o um amigo de um amigo, me sinto bloqueado no meu entendimento em relação de como eu preciso me adaptar. Com frequência, penso “Então, é obvio que eu não pertence aqui.”

É bem difícil, mas eu realizei algum fato: sou eu mesmo que é a única pessoa que pode fazer me pertencer.” O Brasil não vai se-adaptar para mim — e não deveria! Isso não significa que eu preciso me mudar, mas é meu dever fazer a minha presença ser reconhecida, explicar meus diferenças, e aprender das diferenças dos outros. Nunca vou ser brasileira, mas tenho sempre a capacidade de sentir-me a casa.

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